O presente estudo problematiza o cotidiano das relações de poder e afetividades, que se formaram na sociedade escravista do Maranhão setecentista. A partir das análises da documentação cartorial e processual desse período, percebemos no cotidiano das relações escravistas elementos que contradizem a concepção de um escravo passivo e incapaz de produzir cultura como afirmava a historiografia da déc. de 60. Procuramos, portanto entender como esses indivíduos que eram escravizados, foram vistos, ao mesmo tempo, como coisa e humano; investigando também as múltiplas estratégias de sobrevivências na sociedade em que viveram. E embora estes sujeitos escravizados não tenham escrito nada sobre si, podemos no âmbito do provável, por meio da leitura das entrelinhas e dos "espaços em Brancos" da documentação, acessar um universo valorativo que não era restrito apenas aos livres, mas a todos que compartilhavam da mesma época. Deste modo apresentamos a complexa teia de subjetividades, afetividades e poderes que caracterizaram a sociedade colonial maranhense
| Attribute name | Attribute value |
|---|---|
| Binding | Milled paperback |
| Lingua | Portuguese |
| Anno di pubblicazione | 2020 |
| Pagine | 168 |